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Câmpus realiza 3ª Semana Acadêmica do Curso Técnico em Meio Ambiente integrada ao Curso Superior de Tecnologia em Processos Gerenciais

Abertura da 3ª Semana Acadêmica.

De 3 a 5/6, o IFRS - Câmpus Feliz realizou a 3ª Semana Acadêmica do Curso Técnico em Meio Ambiente integrada ao Curso Superior de Tecnologia em Processos Gerenciais, que teve como tema "Desafio da Sustentabilidade na Gestão Empresarial". Durante os três dias, os estudantes dos dois cursos participaram de palestras e mesas temáticas.

Na abertura do evento, o diretor-geral do Câmpus, professor Giovani Aiub, ressaltou a importância da articulação entre as duas áreas, lembrando que é um momento de trocar experiências e conhecer. Na ocasião, a coordenadora do curso Técnico em Meio Ambiente, Ocinéia de Faria, disse que os alunos de Processos Gerenciais trabalharão em empresas e que inevitavelmente terão desafios ambientais.

A primeira palestra da 3ª Semana Acadêmica foi aberta pela fiscal ambiental da Prefeitura de Feliz, Márcia Maria Teuschel, que abordou a gestão ambiental no município. Entre os principais desafios desta área, na cidade de Feliz, Márcia destacou o destino e a separação de vários tipos de resíduos e a responsabilização dos fabricantes e comerciantes. Quando tratou sobre a qualidade de água do Rio Caí, a bióloga mencionou que a principal causa de poluição são as concentrações urbanas ao longo do leito do rio.

Num segundo momento, a engenheira ambiental, Gláucia Cardoso de Souza, falou sobre "Empresa x Meio Ambiente - Instrumento de Gestão Ambiental". Ela iniciou sua explanação com uma contextualização histórica da questão ambiental, destacando a elaboração de leis. A engenheira também apresentou alguns instrumentos de gestão ambiental como as auditorias e as avaliações e impacto ambiental e de ciclo de vida. Esta última considera o produto desde o momento da extração da matéria-prima até o descarte. Segundo explicou Gláucia, esta análise permite comparar o produto com o mesmo impacto ambiental ou qual etapa da produção é mais impactante.

Com o tema "O repensar o consumo a partir das práticas colaborativas", a doutoranda em Administração pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Paola Schmitt Figueiró, destacou em sua fala, no segundo dia do evento (4/6), o consumo colaborativo, que significa repensar esta prática a partir da colaboração e da interação. Como exemplos ela citou o aluguel de bolsas; a troca de livros, DVD's e jogos; o empréstimo de equipamentos eletrônicos; o compartilhamento de caronas e táxis; hospedagem gratuita em qualquer parte do mundo; entre outros.

No mesmo dia, o sócio-gerente da Plastiweber, Moisés Weber, falou sobre "Produção e Sustentabilidade", enfatizando os benefícios proporcionados pelo uso de embalagens recicladas. Weber informou que este tipo de produto é mais barato do que o produzido por matérias-primas virgens. Além disso, ele citou que para o mesmo tipo de embalagem o material é aproveitado algumas vezes, enquanto oferece as propriedades adequadas para determinado fim. Após este ciclo, ele é aproveitado para outros produtos menos nobres. O palestrante ainda mencionou que na Plastiweber, só se utiliza fontes de energia renováveis, como a energia eólica e biomassa.

No segundo período da noite, o professor de física do IFRS - Câmpus Feliz, Alexandre Bühler, ministrou a palestra "Sustentabilidade e eficiência energética na construção, com enfoque no programa governamental Esplanada Sustentável". Em sua explanação, o docente apresentou alternativas de como aproveitar da melhor forma possível o aquecimento e a iluminação a partir da irradiação solar. Ele ainda mostrou possibilidades de melhorar o conforto térmico do ambiente, considerando os conceitos de inércia térmica e as perdas de calor por radiação, convecção e condução.

Paralelamente, o farmacêutico Antônio Veiga Júnior, falou sobre o programa de Descarte Cidadão da Farmácia Hamamélis, que consiste no recolhimento de medicamentos vencidos. Para conscientizar a população desse objetivo, Júnior disse que são utilizadas as seguintes estratégias: treinamento da equipe interna; realização de palestras e ações de sensibilização da comunidade: ir ao encontro; e parcerias com o poder público municipal e com o Conselho Regional de Farmácia. Segundo o palestrante, em quase seis meses de execução do programa, já foram recolhidos 20kg de medicamentos. Além de continuar com o trabalho de conscientização do descarte correto, a segunda etapa, de acordo com Júnior, é a sensibilização para o uso racional de medicamentos.

As atividades do último dia do evento (5/6) iniciaram com a palestra "Saúde Pública, Saúde Animal e o Ambiente", do médico veterinário da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio do Rio Grande do Sul, Alcides Noll. Em sua fala, ele destacou os cuidados necessários no processo de abate de animais para o consumo. Noll também informou que durante a inspeção são observadas as condições de higiene do ambiente e a saúde dos animais e que no abate é obrigatória a presença de um veterinário a de garantir a segurança alimentar. Além disso, todos os alimentos de origem animal devem ter selo (ou lacre) de identificação que contenham informações relativas ao fabricante, período de produção e de consumo, temperatura de conservação, número da inspeção, tabela nutricional, adição de conservantes, entre outros.

A 3ª Semana Acadêmica foi encerrada com uma mesa temática sobre a Produção Orgânica de Morangos e contou com a participação do presidente da Cooperativa Ecomorango (de Bom Princípio), José Veit; do técnico em agropecuária da Emater, Juliano Galina; e dos professores do IFRS - Câmpus Feliz, Júlio Cesar de Vargas Oliveira (contador), Rafael Campos Vieira (geógrafo), Luciano José Crochemore (químico) e José Plínio Fachel (historiador). Plantador de morangos há 25 anos, José Veit, explicou que buscou a produção de morangos orgânicos ao perceber a necessidade de certificação, de ter maior credibilidade. Para isso, procuraram a Ecovida e outros grupos de produtores e receberam apoio da Emater, constituindo a Ecomorango em 2000.

O extensionista Galina explicou como funciona a produção com o sistema semi-hidropônico, que fica a 70cm de altura, sobre uma bancada, e utiliza um substrato composto por casca de arroz e de humos de celulose. Ele informou que neste tipo de produção não se utiliza agrotóxicos e a muda do morango é trocada a cada 3 anos, enquanto que no plantado em solo, a troca é anual. Além da qualidade do produto, outra vantagem, segundo Galina, é a possibilidade do trabalho em pé por parte dos agricultores.

Galeria

Diretor de Ensino na 3ª Semana Acadêmica Diretor de Ensino na 3ª Semana Acadêmica Palestrante Márcia Maria Teuschel Palestrante Márcia Maria Teuschel Alunos participantes da 3ª Semana Acadêmica Palestrante Gláucia Cardoso de Souza Palestrante Gláucia Cardoso de Souza Palestrante Gláucia Cardoso de Souza Palestrante Paola Schmitt Figueiró Palestrante Paola Schmitt Figueiró Palestrante Paola Schmitt Figueiró Palestrante Moisés Weber Palestrante Moisés Weber Palestrante Moisés Weber Palestrante Alexandre Buhler Palestrante Alexandre Buhler Palestrante Alexandre Buhler Palestrante Antônio Veiga Júnior Palestrante Antônio Veiga Júnior Palestrante Antônio Veiga Júnior Coordenadora do Curso Técnico em Meio Ambiente Palestrante Alcides Noll
Palestrante Alcides Noll
Palestrante Alcides Noll
Mesa temática Mesa temática Mesa temática

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