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Primeira edição do Papo de Inclusão aborda Currículo Inclusivo com dicas para adaptações

Palestrante Andréa Poletto Sonza.

"Currículo Inclusivo". Esta foi a primeira temática debatida na primeira edição do "Papo de Inclusão", no dia 31 de maio de 2017, evento que integra o projeto de extensão do Campus Feliz "Liberdade, Igualdade e Brasilidade: os desafios da inclusão". Para falar sobre o assunto, a convidada foi a assessora de Ações Inclusivas do IFRS, a professora Andréa Poletto Sonza.

A docente iniciou sua fala relatando o que a levou a trabalhar com a inclusão. De acordo com Andréa, seu ingresso no IFRS foi como técnica em informática. Em seguida, fez concurso para professora e logo nos primeiros tempos em sala de aula, encontrou o desafio de ensinar para uma aluna cega. Diante disso, buscou formas para adaptar os conteúdos a essa e a outras necessidades de inclusão que surgiram ao longo do caminho.

Para conseguir incluir o estudante, Andréa destacou que é fundamental conhecê-lo. Também ressaltou que a adaptação para um, pode colaborar com a aprendizagem de todo o grupo e que mudanças de pequeno porte são realizadas em sala de aula, já as maiores precisam constar no projeto político pedagógico.

Outra situação importante levantada é a necessidade de implementação do Plano Educacional Individualizado - um dossiê do aluno com o registro de toda a sua trajetória de ensino. Com isso é possível acompanhar seus conhecimentos, dificuldades e estratégias utilizadas para o seu aprendizado. Segundo Andréa, o recurso já é utilizado nos Estados Unidos e na Itália, entretanto no Brasil ainda não.

Como dicas para adaptações, a docente mencionou a utilização de cordões e outros materiais de diferentes texturas; de impressoras Braille e térmicas; ampliadores de telas; aplicativos para Libras. Nos ambientes virtuais, a necessidade de descrever as imagens para que um cego possa identificar a mesma por meio do leitor de tela, assim como, de não colocar link apenas na expressão "clique aqui", pois o software utilizado busca os links e isso desta forma o deficiente visual não saberá o assunto. Na elaboração de materiais gráficos, utilizar fontes sem serifas (como a Arial) e ter bom contraste de cores. No caso de alunos com limitação cognitiva, Andréa sugere o uso de linguagem simples, de parágrafos curtos e da descrição de imagens complexos, gráficos e tabelas; fornecer imagens que contribuam para a compreensão; evitar o uso de imagens decorativa e gifs; manter o estudante perto do professor e longe de estímulos externos; uso de agendas; e auxiliar na sua organização.

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